A voz não enga. O Rodrigo Koch, instrutor das escolinhas de vôlei do Rosário também é coordenador de esporte da Rádio Guaíba há 13 anos. Seus dois ofícios deixam a sua rotina um tanto quanto agitada, principalmente, em época de Copa do Mundo. A nossa entrevista para o Tá na Área foi feita logo após a estreia do Brasil. Nosso entrevistado acompanhou o primeiro tempo na rádio e o segundo, no telão do Rosário. Suas apostas lá no começo do mundial eram as seguintes: “Acho que a Alemanha leva essa Copa, em segundo Argentina seguida da Holanda”. No nosso bolão, o Rodrigo só acertou um dos finalista, a Holanda. Será que o terceiro colocado do Rodrigo será o campeão 2010?!
Falando em Copa do Mundo, sem dúvida, esse foi o mundial das imagens em alta definição. E qual o espaço do rádio nesse momento? Será que a TV tomou conta das transmissões? Rodrigo não concorda, e lembra que os horários dos jogos favoreceram o rádio, pois ocorreram em horário de trabalho. “Como não dá para parar em frente à TV, a solução é acompanhar pelo rádio, que também leva vantagem em relação ao jornal por dar as informações de uma forma mais instantânea e rápida. Além disso, o gol no rádio é ouvido antes, porque o som chega antes da imagem ao Brasil”, explica nosso professor.
O trabalho do Rodrigo na rádio Guaíba é organizar as transmissões, deixando tudo pronto para os narradores, jornalistas e técnicos levarem o jogo ao ar. Esse trabalho começa um bom tempo antes da bola rolar nos gramados. O 1º passo é adquirir os direitos da transmissão. Essa etapa inicia quase um ano antes do evento, quando as emissoras de rádio, TV, jornais, revistas e internet garantem a possibilidade de transmitir os jogos. O 2º passo é aguardar o sorteio dos grupos com as seleções classificadas para o mundial. O 3º passo, talvez o mais trabalhoso, é traçar a logística. Essa última etapa, que precede o início dos jogos, envolve toda a organização da equipe que vai viajar até o país sede, incluindo compra de passagens, equipamentos, estadias, deslocamentos no país sede, etc.
Segundo o Rodrigo, a Copa mais complicada, logisticamente falando, foi a da Coreia-Japão. “Além da questão idioma, tínhamos o fuso horário para atrapalhar. Como vários jogos eram na madrugada acabei montando um escritório em casa e dormia em horários bem esquisitos para dar conta de tudo”, lembra.
Durante a Copa o ritmo de trabalho é intenso. “Nesse ano temos seis pessoas na África do Sul (foto ao lado) e mais 20 aqui no Brasil trabalhando em função do mundial. Além de transmitir os jogos, a equipe precisa produzir conteúdo para os diversos programas da rádio, trabalhando muito e dormindo pouco, em função do fuso horário”, conta Rodrigo que se mantêm conectado o dia todo com a sua equipe, via MSN, telefone e rádio.
Uma das curiosidades é que, mesmo com os direitos de transmissão, cada emissora precisa pagar um valor maior para transmitir os jogos direto dos estádios. No caso da rádio, são 2400 euros por partida. Pois é, vários jogos são transmitidos da Central de Imprensa ou até mesmo do Brasil, pelas imagens geradas pelas emissoras de TV. Esse valor extra corresponde à cabine que fica dentro dos estádios, como essa na foto ao lado.
Trabalho reconhecidoA governadora Yeda Crusius homenageou na última terça-feira, 29/6, 31 personalidades do esporte gaúcho em 2009. Nessa lista estava o Rodrigo Koch, ganhador da Medalha João Saldanha. Parabéns professor!
8 de jul. de 2010
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